Os cuidados necessários para o idoso com Alzheimer

Os cuidados necessários para o idoso com Alzheimer

O primeiro passo a se dar na jornada de auxílio a alguém com a Alzheimer, é entender o que é está doença que afligi quase 7% da população brasileira segundo a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer)

Você já deve lidado com alguma situação em que esqueceu, em qual local colocou o celular, o nome de um colega, ou que horas tinha marcado um compromisso e isso é completamente normal em qualquer faixa etária ou fase da vida. O que é incomum é esquecer para que serve o celular.

O esquecimento da funcionalidade de objetos de comum presença no cotidiano, o não reconhecimento de pessoa próximas, esquecer que alimentou-se a três minutos atrás  são algumas das dificuldades que chegam com a doença. CID 10 G30 ou se preferir Alzheimer, é o enfraquecimento das funções cognitivas causadas pela neurodegeneração. Após o inicio da doença o comportamento social é comprometido, a personalidade sofre mudanças e a perda de memória é rotineira.

Dentro do quadro de demências a Alzheimer é a mais comum, sendo caracterizada pela diminuição da capacidade intelectual.

A doença foi descoberta em 1907 pelo médico Alois Alzheimer após o estudo com uma paciente de 51 anos saudável que teve uma mudança drástica desenvolvendo desorientação, perda de memória gradativa, barreiras para se comunicar e compreender informações  o que ocasionou na perda de sua capacidade de cuidados próprios.
Quando a paciente faleceu aos 55 anos, Alois estudou o cérebro dela para compreender as causas e identificar as mudanças, que vieram a se tornar as características da doença.

Durante a evolução da doença, o cotidiano vai sendo afetado, o desempenho das atividades decaem uma vez que até mesmo a orientação é afetada, a atenção torna-se dispersão, a linguagem e compreensão também são fortemente afetadas.
O primeiro estágio da doença muitas vezes não é percebido pelas pessoas ao redor do individuo pois são sintomas que primeiramente são relacionados com a idade e caracterizados como “velhice” , por ser uma doença progressiva é complicado diagnosticar no inicio.

Idade não é sinônimo de doença

O primeiro estágio é caracterizado por:

Não saber a hora ou dia da semana

Dificuldade na tomada de decisões

Raiva e agressividade em excesso

Humor instável

Depressão

Ansiedade

Perca do noção de local ( não identificando locais que visita frequentemente)

Problemas ou dificuldade durante a fala

Falta de iniciativa e desmotivação

Perda de interesse em Hobbies


O segundo estágio é visto como intermediário, tem sinais que ajudam a identificar de maneira clara, devido a limitações notáveis e graves.

Incapacidade de limpar, cozinhar e realizar compras

Incapacidade de cuidar da higiene pessoal

Não há noção de localização podendo se perder dentro de casa

Não tem noção de como reagir a situações comuns, podendo gritar e  fazer perguntas repetidamente

Complicações ainda maiores com a fala

Perda de memória mais forte e constante podendo se esquecer completamente de pessoas próximas

Alucinações visuais e auditivas


O estágio avançado é o terceiro e mais complicado ele torna a pessoa inativa e dependente

Incapacidade de comunicação

Não idêntica o que está acontecendo ao seu redor

É incapaz de sair sozinho para qualquer local

incontinência  fecal  e urinária

complicações para comer

Para lidar com essa situação é preciso ter paciência e empatia, quando se decide contar a verdade do diagnóstico para o individuo deve se ter em mente que mesmo com a perda da memória a lembrança pode surgir em alguns momentos, estar atento ao tipo de reação do mesmo é importante, se a noticia precisar ser dada repetitivamente é importante ter se atentado as reações anteriores dele pois não vale a pena reforçar uma informação que lhe trará sofrimento, dor ou magoa.  O bem –estar deve ser considerado antes de dar a noticia.

Empatia e amor são as palavras chaves para cuidar de maneira correta e eficaz a pessoa com Alzheimer.


É muito comum que por conta da Alzheimer o individuo crie histórias e eventos que nunca ocorreram, não há motivos para desmentir, rebater ou questionar.

Se retrair e isolar é um processo comum a acontecer, entretanto é importante levar o individuo para socializar, ajudá-lo na prática de exercícios, manter os ambientes abertos para contribuir na noção de tempo, não forçar situações de escolhas até mesmo em atividades como colocar os sapatos é importante.

Não constranger a pessoa diante de situações embaraçosas é fundamental, tente tranquiliza-la em momentos embaraçosos como quando ocorrer a perda de controle do intestino , tranquilize e amenize o ocorrido.

Não o trate como uma criança, utilize vocabulário e entonação adulta. É importante incluí-la na rotina para que não haja a sensação de abandono. Tente auxiliá-lo na autonomia.

Não descuide dos cuidados higiênicos, eles devem ser feitos integralmente.

Incentive e auxilie a assistir programas de Tv, a sentar a mesa durante as refeições e a inclusão em tudo o que for possível.

Empatia e amor são as palavras chaves para cuidar de maneira correta e eficaz a pessoa com Alzheimer.